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🎊Estamos anunciando oficialmente a Animakuga!!🎊
Somos uma página independente composta por amigos que são apaixonados por animação, temos a proposta de discutir e detalhar sobre o trabalho de vários artistas da indústria! Nessa thread iremos explicar mais sobre o projeto!
Projetos que deixam diretores intransigentes, como Hirao, executarem integralmente suas visões são cada vez mais raros e, felizmente, Pompo é um ponto fora da curva. De um ponto de vista artístico, o filme é um sucesso inegável que vale ser valorizado, uma recomendação fácil.
E não poderíamos deixar de falar de Shinpei Tomooka e Tetsuya Takeuchi, dois colaboradores de longa data de Hirao que entregaram alguns dos melhores cortes do filme, com demonstrações excelentes da velocidade do vento, a inércia e peso dos corpos dos personagens.
Dito isso, momentos mais singelos também dão as caras, com esse corte de Minoru Oohashi sendo um dos melhores exemplos, apresentando alto nível de meticulosidade para retratar o processo de edição analógica de filmes.
E falando da animação, o time fez um bom trabalho nesse âmbito também. Em geral, a animação do filme tende a uma abordagem mais exagerada e cartunesca, com artistas como Kanako Maru e Kumiko Kawana entregando vários cortes ótimos.
Os designs, feitos por Shingo Adachi, são mais estilizados e simplificados do que o seu trabalho nas temporadas mais recentes de SAO, sendo essa uma abordagem que funciona muito bem para o ar descontraído do filme, além de permitir um alto nível de expressividade na animação.
Apesar de Hirao ser o principal motor criativo por trás do projeto, ele não foi o único talento importante aqui. O design de cores, mérito de sua esposa, Emi Chiba, é ótimo, com uma paleta vívida que imediatamente ajuda a estabelecer a extravagância da Hollywood desse universo.
Dito isso, os meus momentos prediletos de comunicação são aqueles em que o anime enfatiza a subjetividade da câmera, utilizando o ponto de vista de personagens com enquadramentos diegéticos e, em casos mais extremos, alterando o mundo para encaixá-lo na visão diretorial do Gene.
Durante a conversa de Gene e Natalie durante a festa do time de produção, os dois confrontam suas inseguranças e Hirao traz uma literalidade ao momento, projetando-as na piscina como forma de nos introduzir aos flashbacks e depois para nos trazer de volta ao presente.
E claro, o filme tem seus momentos de storytelling visual. O reencontro do Gene e do Alan, por exemplo, utiliza o contraste de luz e sombras para retratar como um deles, apesar de suas dificuldades, está em sua carreira dos sonhos enquanto o outro está frustrado com sua situação.
Também sou fã do uso de mudanças na proporção da tela, sejam elas diegéticas, como uma cena gravada no celular sendo vertical, ou como forma de indicar algo, com cinemascope quase sempre indicando que um certo momento se trata de uma cena em um filme dentro do universo de Pompo.
Gosto bastante, por exemplo, de como a obra, em certas ocasiões, utiliza o visual de projeções em uma parede ou tela de cinema para retratar o assunto de uma conversa ou a memória de um personagem, reiterando o tema que dá nome à obra.
A inventividade de Hirao não se limita a isso, existem vários momentos em que o diretor mostra algo relativamente mundano de forma interessante, não por qualquer motivo narrativo, mas simplesmente para manter um nível de variedade visual e criatividade constante durante o filme.
O resultado de tudo isso é um dos animes mais bem editados que já saíram da indústria, com um foco maior que o normal nessa área não tão discutida da produção. É uma atenção que se encaixa com o filme, que também faz questão de mostrar esse processo como crucial.
As montagens também são bem feitas, gosto desse exemplo, com a progressão da caneca de café (primeiro tendo o líquido colocado nela, depois aparecendo cheia e finalmente vazia) servindo como indicação da passagem do tempo, indo além da hora que vemos no celular do Gene.
Outra ferramenta crucial para o controle do ritmo é a maneira como Hirao brinca com o tempo. O diretor acelera e rebobina cenas por meio de timelapses, omite eventos e deixa personagens "pularem" no espaço por meio de ocultações por objetos no foreground. Tudo funciona muito bem.
Em nenhum momento a obra diminui os filmes B da Pompo e a filosofia por trás deles, na verdade, esse ideal é até abraçado por Gene em certo grau. Sendo assim, é possível argumentar que a grande extravagância de certas transições ajuda a enfatizar esse lado mais campy da obra.
se encaixa perfeitamente com a obra. Pompo tem uma relação bem clara com camp, não só por ter cenas que podem ser descritas dessa maneira, mas como um todo, o filme demonstra o que só pode ser descrito como algum nível de apreciação pelo estilo.
O filme utiliza basicamente toda ferramenta que você pode imaginar, match cuts e wipes são usuais durante todo o filme, por exemplo. Certamente há uma extravagância inerente à execução de Hirao aqui, que pode ser descrita como exagerada, porém, eu argumentaria que sua abordagem +
A forma mais interessante na qual sua criatividade se manifesta é no controle do ritmo. Pompo é um filme conciso, com apenas 90 minutos, logo, era crucial não desperdiçar tempo algum, algo que o diretor conseguiu por meio de seus boards que incluem várias transições dinâmicas.




















