Jornalista, cronista e outras milongas. Contato: [email protected] ~ Campanha para o meu novo livro: https://xitter.cf/t.co/dKuFF8zVpK

porto alegre
Joined November 2008
Gurizes e gurizas do meu coração, com alegria comparável apenas à que Diego Aguirre sentiu marcando o gol decisivo da Libertadores de 1987, informo que batemos a meta da campanha. Agradeço demais a quem colaborou ou simplesmente ajudou a espalhar por aí. Agora, nos dias que faltam, vamos rumo aos 110%. Prometo que reverto em pontos na tabela para a dupla Gre-Nal.
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Digo pra vocês que @oartesaopizzas é um negócio que merece todo o apoio possível. Não apenas pela pizza, que é um troço de louco, mas porque é tocado por pessoas sensacionais, com uma visão de mundo que muito admiro.
Pessoal só quero avisar que isso começou em 2022. O @oartesaopizzas tá na lista desde 2022. Quanto afetou ? 60% do nosso faturamento
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Pessoal só quero avisar que isso começou em 2022. O @oartesaopizzas tá na lista desde 2022. Quanto afetou ? 60% do nosso faturamento
Circulam em Porto Alegre e em outras cidades do Estado, como Torres, listinhas de boicote a estabelecimentos comerciais e pessoas classificadas como "de esquerda". Não gosto de rotular de forma inapropriada, mas isso fede a fascismo. Farão o que? Pintarão a estrela de Davi na fachada dos estabelecimentos?
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Fica perfeito assim. Cada um morando no país que defende.
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Famílias passaram a consumir mais arroz, óleo, macarrão e café após proibição das bets, diz Abras | Estudos de entidade mostram crescimento no volume de vendas em todos os canais de varejo alimentar, como supermercados, atacarejos e mercearias ebx.sh/M5ySzv
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Falta pouco para chegar. Semana que vem lanço meu livro de crônicas de Copa do Mundo. Tá vendendo que é uma beleza, e quem não comprar vai ficar sem. Eu fiz com um montão de carinho e te convido. 📚Aqui você compra: morula.com.br/produto/todo-f…
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O Exército Vermelho do Sarandi não apenas garante a permanência como no fim é capaz de anexar a Califórnia ao Brasil.
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Depois da garantia de que haverá um país, vocês podem continuar se dedicando a comprar o meu livro. O negócio ficou bonitaço. Quem não comprou pela vaquinha, pode me mandar uma mensagem. Em alguns dias, tá chegando da gráfica. Pera dentro deles que los de afuera son de palo.
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E, se rolar algum problema, avisem aqui mesmo. Esse chat do Twitter anda todo desgraçado.
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Só Renato pode fazer o que Renato faz no Grêmio, dentro e fora de campo Depois da metralhadora de críticas para todos os lados, em Curitiba o efeito Portaluppi finalmente refletiu no time tricolor Texto lá no @geglobo ge.globo.com/blogs/meia-enca…
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Terminaram o primeiro turno dizendo que o Brasil queria ~A MUDANÇA~, mas a verdade é uma só: o antibolsonarismo é maior do que o antipetismo. Que a direita se redemocratize e coloque essa família no lugar que eles merecem, que é a lata de lixo da história.
Onda vermelha: O mapa do ElectoMaps mostrando a variação em relação ao primeiro turno Quase o país inteiro foi para a esquerda.
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A vitória de Lula será olhada como uma vitória do mundo. Pode não ser agora, mas os próximos anos vão mostrar.
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Recebam.
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Marieta Severo e Chico Buarque comemorando a vitória de Lula. QUE EMOÇÃO!
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Assim reagiu a Cidade Baixa, em Porto Alegre, no momento em que Lula virou. (Sobe o som, maestro.)
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É a maior vitória coletiva da história do Brasil. Um abraço de alma a quem esteve junto na luta.
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Dias desses, quando publiquei alguma coisa sobre as eleições, alguém comentou dizendo para eu “sair da bolha”. E fiquei pensando na minha suposta “bolha esquerdista”. Pois bem. Meus pais vieram do interior, sem muito estudo. É uma família imensa. De um lado, metade dos meus tios, os mais novos, se formou na faculdade. No outro lado da família, eu fui o primeiro. Nunca achei que seria possível, até ouvir, pelo rádio, meu nome no listão. Eu havia estudado a vida inteira em colégio público. Depois, me formei em jornalismo em uma universidade federal. Quando guri, tive várias restrições de dinheiro. Nada que eu sentisse falta, pelo menos naquele momento. A admiração pelo que meus pais fizeram só aumenta ao longo do tempo. Mas eles não podiam se responsabilizar por tudo. Onde eu cresci, na região metropolitana de Porto Alegre, era comum que eu e meus amigos fôssemos surpreendidos por alguma batida da polícia, de frente para a parede, com espingardas apontadas para a cabeça. O crime: estarmos sentados na esquina. Quando eu tinha dezesseis anos, um amigo teve maconha plantada na mochila por um policial para justificar sua prisão (justamente ele, que nem OLINA tomava). Só muito tempo depois me dei conta de que minha relação com a polícia era muito diferente daquela que tinha a maioria dos meus amigos da faculdade. Até hoje continua sendo: eu atravesso a rua não quando vejo algum suposto bandido, mas quando observo uma farda caminhando na minha calçada. Eu tive amigos que foram mortos. Alguns em brigas com outros amigos que não eram muito amigos. Me formei em 2005 e fui parar em lugares que sequer imaginava quando era pequeno. Escrevo não porque fiz faculdade, mas porque minha mãe lia Jorge Amado ao meu lado enquanto eu pegava no sono quando era criança. Moro em Porto Alegre, mas até hoje continuo voltando para onde eu cresci. Volto para os meus mortos, para a esquina e para a juventude. Quem pode se dar o direito de flertar com a barbárie são aqueles que nunca precisaram andar na minha rua. E agora não sou eu quem vai mudar de calçada. O bolsonarismo é um movimento que se alimenta da sociopatia e do descaso com a vida de quem morre asfixiado – pela pandemia ou pela força. Ele usou a isca do combate à corrupção e outras justificativas para despertar algo muito perverso nas pessoas – e faz questão de alimentar esse sentimento. Eu fui criado para combater a perversidade. A minha bolha é o mundo de onde eu vim. É todo o mundo que me cerca.
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