Janones preparado para o debate nos estúdios da Band.
#DebateNaBand
Não é apenas sobre TV aberta. A expectativa é de que o debate da Band, domingo, bata o recorde mundial de audiência de lives políticas do Youtube.
A força política mais resiliente no Brasil é o centrão: o bloco perdeu nas urnas, mas já entregou o que o governo queria para manter controle do Congresso e agora mira até vaga no STF. De quebra, aprovará uma reforma a toque de caixa para conter a direita.
Flávio promete o Ministério da Prosperidade; Lula lança o Prospera MEI. No deserto de ideias da política brasileira, floresce o vocabulário do coaching.
Eleição que se transforma em competição de rejeições é decidida essencialmente pela mobilização em torno do comparecimento. Fechar apoio de partidos e de políticos não é garantia de vitória. Menos gabinete, mais rua. Esse deve ser o lema do 2T.
Está aberta a temporada nacional de procura por culpados. O caminho mais óbvio é sempre responsabilizar a comunicação. Na maioria dos casos, contudo, o problema está no produto.
A campanha entrou na fase apocalíptica. O fluxo de (des)informação anestesia e confunde o eleitor, que acaba validando suas percepções. Chance de impacto na urna de "fatos novos" é baixa. É só esperar a intensidade da onda final e para que lado ela vai quebrar.
Não sei se candidatos da chamada 'terceira via' vão desistir da eleição na reta final, mas o fato é que os eleitores já desistiram deles.
E segue a saga da cobertura eleitoral excessivamente baseada em recortes e segmentos de pesquisas com poucas entrevistas, mostrando uma gangorra de números que reflete mais o mix de convicções dos analistas que a essência dos dados coletados.
Pesquisas divulgadas nas últimas horas mostram queda acentuada de Caiado em Goiás e no DF e de Zema em Minas. É o voto útil com força na reta final.
Vale o lembrete. Depois das preces pra Nossa Senhora e da proibição de jogos de azar, vem aí o Imposto do Pecado.
O interessante no ciclo da desinformação é a chancela de quem dissemina propositalmente, depois corrige e divulga reiteradamente os desmentidos públicos. É o método para amplificar o alcance.
A cobertura eleitoral dedica energia demais a explicar oscilações em recortes de pesquisas com poucas entrevistas. Num quadro nacional estável, diferenças sujeitas a grande incerteza estatística ganham interpretações minuciosas sobre supostas mudanças de humor do eleitor.



