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independentemente do que aconteça ou de como te sintas, nunca deixes de fazer a tua parte.
O filósofo Camus dizia que definir e resumir o mundo é como a água que escoa pelos nossos dedos. Como seres pensantes, escolher entre uma vida em que já tudo está predestinado, logo, não importa o que eu faça, pois o resultado já está solidificado, ou uma existência que não vai a lugar nenhum, por que tentar, se o nada é a resposta? Isto causa uma angústia à nossa alma.
As questões do sentido da vida nunca deixarão de atormentar a humanidade. Por exemplo, na mitologia grega, o rei Midas pergunta ao sátiro Sileno: «Qual seria a melhor coisa e a mais preferível para o homem?». O sátiro responde: «A melhor condição para o homem seria nunca ter existido, e a segunda melhor seria morrer o mais rápido possível». Obviamente, o pessimismo de Sileno opta por não viver para não sofrer, porque o sofrimento é a única coisa que realmente existe e nos assombra a todos.
A grande questão seria: o que fazer perante isso? Se a vida não vai para lugar nenhum, por que haveríamos nós de ter nascido? Se começarmos a medir as casualidades da existência, entraremos num fundo ambíguo de incertezas e questões sem fim.
Camus dá-nos a resposta no livro O Mito de Sísifo, onde usa o mito como exemplo do absurdo, igualando a existência humana à constante luta trivial de Sísifo, condenado pelos deuses a tentar rolar uma pedra gigante até ao cume de uma montanha. Sempre que ele chega quase ao topo, o sadismo dos deuses atira a pedra para baixo, e Sísifo vive nesse ciclo absurdo, enfadonho e sem esperança, até que um dia essa pedra talvez o atropele. Camus compara essa experiência à irracionalidade do universo e ao facto de a vida não dar respostas.
Mas isso não deveria ser visto como uma catástrofe. O autor defende isso. Se vamos para o nada, então a autonomia sobre o nosso destino é um peso que, gloriosamente ou ingloriosamente, devemos carregar. Diante do caos, devemos escolher a responsabilidade de ser.
A vulnerabilidade no controlo do nosso destino leva-nos a depender do acaso, mas o grande triunfo no sentido da vida é o não-sentido, uma caça extensiva e eterna, e talvez por isso se deva vivê-la. «A própria luta para chegar ao cume basta para encher o coração de um homem. É preciso imaginar Sísifo feliz». Não significa que a pedra tenha ficado menos pesada ou que o tédio de viver vá acabar. O absurdo continua aí. A necessidade de imaginarmos Sísifo feliz abre a possibilidade de que talvez devamos encontrar algo que nos faça viver.
Não me esqueci de um comentário que dizia: «É fácil para Camus dizer que devemos imaginar Sísifo feliz. Camus era charmoso, rico, muito bom no desporto, ganhou o Prémio Nobel e as mulheres desejavam-no. Mas como ficamos nós, que estamos num emprego enfadonho, cujas contas não batem certo e que vivemos quase sempre à beira da solidão, não só existencial, mas também amorosa, no mundo contemporâneo?»
- Expansão de um texto anterior.
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É pra veres, o nosso salário de sonhos é oferecido à p#tas como se fosse rebuçado.
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Joe is seriously underrated as a rapper. People talk about everything else but forget how nice he actually is on the mic.
Quem já conviveu com os Irlandeses e o Escoceses, entende o motivo.
Esses são mesmo duros de roer. Não são submissos.
Inglaterra nunca “esforçou” e se tentasse não iria conseguir.
A identidade deles como povo lhes faz um povo naturalmente resistente















