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Bora aproveitar o embalo de lançamento do Surviving Sepsis 2026 e entender um pouco mais a fundo sobre a fisiologia da ressuscitação volêmica inicial no paciente séptico?
O que eu vou explorar aqui é a base para compreender o que acontece a beira leito.
Segue o fio 🧶
Existem fatos que independem de direita ou esquerda. O Brasil é um país de renda média, mas possui uma das maiores cargas tributárias entre economias de renda semelhante (quase 34% do PIB). Temos gastos sociais elevados, sobretudo previdenciários, e seguimos muito desiguais.
Arrecadamos muito para nosso nível de desenvolvimento, mas não convertemos esses recursos proporcionalmente em serviços públicos de qualidade e prosperidade. O desafio não é simplesmente arrecadar ou gastar mais, mas melhorar a eficiência e a composição do gasto público.
Matheus Alves retweeted
Replying to @jonesmanoel_PE
Países diferentes em diferentes momentos do tempo têm diferentes taxas de crescimento, Jones. As taxas de crescimento potencial, como se fala entre quem entende de teoria do crescimento econômico de longo prazo, diferem, sobretudo em virtude de demografia, taxa de poupança/investimento e crescimento da produtividade.
Quer um exemplo de país emergente com regra fiscal relevante que é um dos que mais cresce, se não o que MAIS cresce, na América Latina há tempos? Chile, com regra de resultado primário estrutural que leva em consideração o ciclo de preços do cobre.
Quer exemplo de países do sudeste asiático que crescem muito rápido há muito tempo? Coreia do Sul e China. A primeira fez seu catching-up com os países desenvolvidos preservando equilíbrio orçamentário e fiscal; China usa déficits primários sucessivos, é verdade. Ambos, todavia, têm Estados de bem-estar muitíssimos reduzidos em relação ao modelo que a gente quer pro Brasil, e consequentemente taxas de poupança e investimento muito mais altas. Você certamente não defenderia replicar aqui os níveis de gasto social e previdenciário desses países.
A gente não precisa replicar exatamente aqui qualquer desses modelos, o Brasil não precisa copiar literalmente ninguém, nem mesmo o latino-americano Chile; queremos um modelo com Estado de bem-estar amplo, como o mostram sucessivos resultados eleitorais. Felizmente não precisamos copiar ninguém, mas precisamos compatibilizar meios e fins, inclusive o equilíbrio fiscal ao longo do tempo. Como o mostrou muito bem o Bráulio Borges nesses 3 textos:
blogdoibre.fgv.br/posts/conc…
blogdoibre.fgv.br/posts/qual…
blogdoibre.fgv.br/posts/bras…
Matheus Alves retweeted
O Brasil deu calote, reestruturou ou renegociou suas dívidas externas e internas em 1824, 1898, 1914, 1931, 1937, 1961, 1964, 1982, 1983, 1986, 1987 (duas vezes), 1990, 1993, 1994 e em 1998. Além disso, ele rasgou ou precisou amendar suas regras fiscais em 2012, 2016, 2018, 2019, 2020, 2022 e 2024.
A Alemanha é, notoriamente, um dos países mais austeros e, até a adoção do euro, com política monetária mais restrititivas da história.
Simplesmente, independente da orientação do governo, do tipo de regime ou se a dívida é externa ou interna, não faz sentido alguém segurar um título da dívida pública no Brasil por mais de dez anos sem esperar dor de cabeça. Está aí sua resposta.
Entre as 10 maiores economias do mundo, Alemanha e Brasil possuem as MENORES DÍVIDAS do grupo. De novo, pra não ficar dúvida: entre as 10 maiores economias do mundo, Alemanha e Brasil possuem as MENORES DÍVIDAS do grupo. Mas temos algo que nem a Alemanha tem: R$ 2 trilhões em reservas (20% do PIB). Ou seja, temos dívida (baixíssima) em 80% do PIB, mas reservas de 20%: divida liquida de 60% do PIB, uma das menores DO MUNDO! Pode investir no povo, Lula!
Acho que voltamos à normalidade: rebater o terraplanismo econômico de certos setores da esquerda.
Entre as 10 maiores economias do mundo, Alemanha e Brasil possuem as MENORES DÍVIDAS do grupo. De novo, pra não ficar dúvida: entre as 10 maiores economias do mundo, Alemanha e Brasil possuem as MENORES DÍVIDAS do grupo. Mas temos algo que nem a Alemanha tem: R$ 2 trilhões em reservas (20% do PIB). Ou seja, temos dívida (baixíssima) em 80% do PIB, mas reservas de 20%: divida liquida de 60% do PIB, uma das menores DO MUNDO! Pode investir no povo, Lula!
A esquerda nordestina ganha eleições, governa estados e conhece os desafios reais da gestão pública. Tem mais pragmatismo e menos purismo ideológico de DCE. Governar exige responsabilidade, negociação e concessões. Lula sabe disso. Que se cerque de quem tem votos e sabe governar.
Matheus Alves retweeted
Não é só a esquerda do Piauí que chama Rafael Fonteles de neoliberal. Na Bahia, dizem que Rui Costa é o bolsonarista de maior sucesso do estado. Meu Instagram tá cheio de gente criticando Jerônimo pela privatização da BahiaGás.
O PT do Nordeste é alvo da esquerda porque governa. Como diz Lula, governar é que nem nadar: não dá pra nadar teoricamente.
Existem dois tipos de político: os partidários representam parte da sociedade e os majoritários governam para todos formando maiorias.
Essa divisão de trabalho exige um fino equilíbrio, ainda mais pra esquerda. Os partidários não podem sabotar os majoritários, mas também não podem aceitar qualquer coisa.
Quando abro o Instagram e vejo críticas a BahiaGás, acho até engraçado lembrar que as mesmas pessoas faziam campanha pra Jerônimo até semana passada. Inclusive eram as mais engajadas.
Não há contradição, e sim maturidade pra entender que a Bahia é mais complexa do que uma pauta. Os próprios críticos não escondem que votaram em Jerônimo e criticam com a perspectiva de que ele é melhor do que a alternativa da direita.
Esse é um equilíbrio ao qual a esquerda do Centro-Sul não consegue chegar. Por mais que Haddad ou Freixo tentem moderar o discurso, eles continuam sendo vistos pela maioria como partidários. Boa parte da militância ajuda a queimar os dois porque acha que são vendidos.
A esquerda do Centro-Sul só tem um líder majoritário que consegue chegar a um equilíbrio com os militantes partidários: Lula da Silva.
Não por acaso, nesta última dança de Lula, restou à esquerda olhar pro ascendente PT do Nordeste. Sem superar os nojinhos ideológicos, será impossível aprender a lição.
Matheus Alves retweeted
Ñ tem jeito. Todo político de esquerda quando tem q governar seja município, estado ou federal tem q fazer aliança com partidos de centro e direita pra conseguir governar. Ñ dá pra viver nessa fantasia de webcomunismo purista e sectarista de se acharem esquerda de verdade acordem
O Brasil já possui uma das maiores cargas tributárias entre os países emergentes, próxima de 33% do PIB. É ilusório imaginar que resolveremos nossos problemas fiscais apenas aumentando impostos. Já arrecadamos muito para nosso nível de desenvolvimento econômico.
Aumentar a arrecadação alivia o déficit no curto prazo, mas não resolve uma trajetória de gastos que cresce acima da capacidade de financiamento do Estado. Sem reformas, novas receitas serão absorvidas pelas despesas obrigatórias, comprimindo investimentos e serviços públicos.
Papo reto: o Brasil precisa deixar os lacradores de internet falando sozinhos. A turma que brinca de revolucionária na esquerda e a direita que vive de guerra cultural que se resolvam. O país tem problemas sérios demais para perder tempo com isso.
O cidadão comum quer segurança, estabilidade econômica, crescimento, serviços públicos de qualidade e retorno dos impostos que paga. Não está interessado em alimentar o ego de militantes que transformaram a política numa disputa interminável por likes.
Chama o Fonteles, @LulaOficial!
Já encaminha o cara pra 2030







