Devo dizer, como resposta a algumas perguntas de hoje, que sou completamente a favor a que se multem pessoas a buzinar quando estejam a festejar títulos do Sporting, FC Porto ou Boavista.
A verdade é que um dia em que pedalas é sempre muito melhor do que um dia em que não pedalas. Eu sei, lapalissiano.
Se eu subitamente me tornar bilionário, não vou querer comprar uma ilha. Deve dar imenso trabalho limpar aquilo todas as semanas.
ricardo silva retweeted
O controlo de rendas é sempre uma estrada para Havana!
O Instituto + Liberdade publicou, sem filtros, um diagrama que documenta as consequências reais de duas leis de controlo de rendas em Berlim — e os resultados são devastadores.
A Mietendeckel (o tecto de rendas) criou, de forma imediata, uma classe de privilegiados: os inquilinos com contratos anteriores a 2014, que beneficiaram de reduções artificiais. Todos os outros, que entraram no mercado a partir dessa data, enfrentaram o pior dos dois mundos: rendas a disparar e oferta a desaparecer de forma precipitada. A lei foi mais tarde declarada inconstitucional — não pelo conteúdo da medida, mas pela incompetência do Estado de Berlim para a decretar. Resultado prático: os inquilinos tiveram de devolver as reduções de que tinham beneficiado. Menos oferta, rendas a continuar a subir e um mercado ainda mais distorcido. Um desastre completo.
A segunda lei, a Mietpreisbremse (o travão de rendas), em vigor desde 2015, proíbe que as novas rendas ultrapassem em mais de 10 % a média local. Outro fracasso. Os proprietários responderam exactamente como a teoria económica prevê: passaram a arrendar apartamentos mobilados, a fazer contratos de curtíssima duração ou a recorrer a arrendamentos locais para escapar ao tecto. A fiscalização revelou-se impossível — e bem. Nenhum Estado democrático está equipado (nem deve estar) para policiar cada contrato de arrendamento entre cidadãos.
O padrão é claro: a regulação absoluta num mercado livre produz ineficácia absoluta. Reduz a oferta, cria privilégios para uns e exclusão para outros, gera evasão e acaba por piorar o problema que pretendia resolver.
Os exemplos históricos confirmam-no sem margem para dúvida: as filas para o pão na União Soviética, os quinze anos de espera por um carro de plástico na RDA, ou o estado miserável do parque habitacional de Havana — já degradado muito antes de qualquer embargo recente. O controlo de rendas não “protege” os inquilinos. Destrói o mercado que deveria servir-lhes.
Não sei se já referi que hoje andei 2.4 kms com a minha filha a percorrer ruas e casas em noite de Halloween. Penso que será a primeira vez que perdi peso a recolher doces e chocolates.
Sempre que alguém me diz “it will be a pleasure to have you for dinner”, eu tremo e penso no Hannibal Lecter.
O Paul Krugman com uma extraordinária mensagem de optimismo sobre a Democracia, e de que suficientes pessoas a considerarem importante, ela tem uma resiliência incrível. E deu os exemplos da Hungria e Sérvia. #estorilconferences
É uma sensação estranha quando alguém no comboio é tão incrivelmente parecido com alguém com quem já trabalhaste - e ficas com a sensação de que é a filha dessa pessoa que, vendo bem, já não conheces há 24 anos.
Uma linha de alta-velocidade não pode ser operada manualmente como “alta velocidade. Quando a contingência é essa, mais do que humano, o erro é, provavelmente, sistémico.
“Se souberes estar sereno quando todos em volta / estão perdendo a cabeça e te lançam a culpa” - “Se”, Rudyard Kipling, tradução de Vasco Lopes Alves
Um dos paradoxos mais interessantes é que a “lei das rendas” em discussão é um passo certo para a resolução do problema da falta de habitação (que é bem real).






